«oui tu la connais, dans tes rêves»
continua tão eterno...
sexta-feira, maio 16, 2008
[Não é que eu queira fechar o livro, o vento é que vai virar a página.]
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, you don't need
One Republic - stop and stare
Mó* 16.05.08
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, you don't need
One Republic - stop and stare
Mó* 16.05.08
quinta-feira, maio 15, 2008
porta onde entras
quero ser a
janela por onde sais
quero nascer
no lugar
que inventas
quero ser o teu cais.
Erguer-me nas manhãs sonolentas
adormecer
e saber onde vais
quero caír cada vez
que me tentas
e sorrir
com coisas banais.

Quero-te guardião
nas minhas tormentas
herói
das histórias colossais
vilão de
lugares que inventas
anjo de sonhos carnais.
Quero-te meu.
Sempre mais.
*Mó
17.02.08
segunda-feira, janeiro 28, 2008
De manhã está sempre tudo tão igual. Por entre os buracos da persiana, em contra luz, espreito a névoa e a sonolência das horas. Não abro a janela, custa acordar. Volto a deitar-me e adio o despertador. Ele toca e volto a adia-lo. Queria desmarcar a manhã do calendário e nascer com o calor do Sol bem alto. Queria soprar as nuvens e desviar a chuva da minha janela.
Visto-me ainda dentro dos lençóis, num esquema acrobático que inventei para fugir do frio. Entra vento pela minha janela, e as cortinas brincam comigo, desafiam-me.
Não abro a janela, já disse que não abro...
O candeeiro aceso impede-me de perceber o tamanho dos meus olhos. Quero ver pouco, saber pouco. Durmo sempre pouco. Por mais horas que durma.
Sonho pouco.
Saio de casa. Dentro do carro as mesmas vozes na mesma rádio contam-me coisas sempre tão parecidas. Páro, acelero, abrando outra vez. Desmaio. Acordo. Desmaio. Quase não acordo.
E sobe o sol, e desce a lua, e anunciam chuva para o fim do dia.
O inverso do meu verso.
Vai custar despir para vestir o pijama arrefecido, vai custar deitar, vai custar dormir.
Vai custar olhar pela janela, o buraco da persiana agora em contra luz. Lá fora escuro, cá dentro luz a mais. Só o candeeiro não chega para ver o tamanho dos meus olhos.
Só o meu quarto não chega para sonhar.
De manhã.
Passeias os dedos pelos meus braços.
Está calor, e vejo-te sorrir com a ténue luz que entra pelos buraquinhos perfeitos da persiana.
Deliciosa penumbra que nos protege, que expulsa o mundo de nós. Tens a voz rouca de quem sonhou toda a noite, de quem chamou por mim enquanto dormia. Conheço o teu sussurro.
arrepio-me até à espinha. Tocas-me nos lábios cada vez que me olhas... Embrulhas-me dentro de ti e respiro fundo. Tão fundo.
Chutamos os lençóis, desfazemos os cobertores. tudo amontoado nos nossos pés, só a pele nos nossos corpos.
O dia começou.
O nosso dia começou.
Apertas-me com força. Sinto-me a encostar a testa no teu coração.
A doçura das horas faz-me lembrar que é mais um dia perto de ti. Adoro o som dos segundos, o canto da rua agitada lá fora. Dentro do ninho, começo a expulsar a preguiça. Abres a janela, cantas aquelas musicas que te lembras de manhã com aquela voz desafinada e aguda. Fazes-me rir.
(amo-te).
Despimo-nos juntos, vestimo-nos juntos. Saímos do quarto com a pressa de quem quer viver mais um dia. Como se fosse o primeiro. Como se fosse o último.
Corremos as escadas uma por uma, ris-te de mim quando tropeço o último degrau. Quando caio nos teus braços.
(amo-te).
Lá fora o dia vai breve. Cá dentro amanheceu agora.
Lavamos os dentes, chapinhamos o lavatório com sabão de leite e mel.
Agarro-te com tanta força, e encosto a cabeça no teu ombro. Os dois. E um espelho á nossa frente.
Paralisados no tempo fixamos o reflexo.
Os teus traços fundem-se nos meus, os teus recortes encaixam em mim. Somos um só.
(amo-te).
Sorrimos e não dizemos nada. Não precisamos de palavras.
Não queremos palavras.
(amo-te).
Saímos já mais devagar. Despedes-te com um até já. Eu digo-te até sempre.
(Já tenho saudades tuas, amor).
De dentro do carro vejo o sol mais alto, as nuvens sopraram a névoa, o vento soprou as nuvens. Eu soprei o vento.
Chamei-te toda a viagem.
Cantei-te toda a viajem com a minha voz aguda, desafinada e rouca.
Passam-se as horas, os pássaros adormecem e acordam. Voltam a adormecer.
Apanho boleia com a chuva do final da tarde. Dentro do carro o mesmo rádio, com as mesmas vozes...
Tudo tão doce...
Tudo tão nosso.
(Esta noite vou deixar a luz acesa, para o dia não acabar.
Até já meu amor. Até sempre.)
(amo-te).
*Mó
28.01.08
"What a difference a day made, twenty four little hours
brought the sun and the flowers where there use to be rain
My yesterday was blue dear
Today I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you"
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Vens na noite,
de dentro da névoa,
como forasteiro perdido entre
o agora
e o depois.

de dentro da névoa,
como forasteiro perdido entre
o agora
e o depois.
Vens cansado,
com o passo pesado,
arrastado
pela promessa
do lugar que nos atravessa
aos dois.
Calculas os dia,
decoras os céus
e escondido entre véus
de orvalho
traças o teu único atalho:
Vens até mim,
e vens de todo o lado
como se todo o alcance
do meu grito
infinito
te tivesse encontrado,
te tivesse encantado,
no limbo fino
do destino sonhado.
com o passo pesado,
arrastado
pela promessa
do lugar que nos atravessa
aos dois.
Calculas os dia,
decoras os céus
e escondido entre véus
de orvalho
traças o teu único atalho:
Vens até mim,
e vens de todo o lado
como se todo o alcance
do meu grito
infinito
te tivesse encontrado,
te tivesse encantado,
no limbo fino
do destino sonhado.

imagem: http://botecoliterario.files.wordpress.com/2007/06/sombra-de-gato-errante.jpg
*Mó
11.01.08
terça-feira, janeiro 15, 2008
quarta-feira, outubro 10, 2007
Tenho alguma esperança de agora poder, finalmente, voltar e escrever.
Tenho andado longe, mas não perdida como antes, quando andava por perto. O silêncio tem tido lugar a mais nas minhas palavras e acredito que agora, finalmente, vai deixar de ter.
Tenho pragmaticamente estado longe dos mundos virtuais materializados em teclado e monitor, tenho viajado apenas na minha virtualidade rotineira de continuar a ser os sonhos que tenho.
Tenho amado muito, chorado menos. Tenho calos em forma de anjos nas mãos, de nunca mais terem estado sem outras mãos que as amparassem. Tenho caído pouco, tenho-me levantado apoiada.
Tenho corrido sem cair tanto, dançado de olhos fechados misturada com o cheiro dele.
Tenho-o.
E tenho-me, finalmente, a mim comigo.
:)
(comecei a trabalhar...e neste estatuto de estagiária a que me vou habituando, tenho a tal virtualidade materializada do monitor e do teclado, e tenho tempo e solidão suficientes para me afastar o suficiente (mas não demais) de mim e pensar com palavras naquilo que sinto. se me (re)visitarem, serão sempre bem vindos...)
*Mó
Tenho andado longe, mas não perdida como antes, quando andava por perto. O silêncio tem tido lugar a mais nas minhas palavras e acredito que agora, finalmente, vai deixar de ter.
Tenho pragmaticamente estado longe dos mundos virtuais materializados em teclado e monitor, tenho viajado apenas na minha virtualidade rotineira de continuar a ser os sonhos que tenho.
Tenho amado muito, chorado menos. Tenho calos em forma de anjos nas mãos, de nunca mais terem estado sem outras mãos que as amparassem. Tenho caído pouco, tenho-me levantado apoiada.
Tenho corrido sem cair tanto, dançado de olhos fechados misturada com o cheiro dele.
Tenho-o.
E tenho-me, finalmente, a mim comigo.
:)
(comecei a trabalhar...e neste estatuto de estagiária a que me vou habituando, tenho a tal virtualidade materializada do monitor e do teclado, e tenho tempo e solidão suficientes para me afastar o suficiente (mas não demais) de mim e pensar com palavras naquilo que sinto. se me (re)visitarem, serão sempre bem vindos...)
*Mó
sexta-feira, junho 22, 2007
É passo a passo.
A cada batida conjunta.
A cada ferida defunta.
Em cada abraço.
É beijo a beijo.
Dentro dos sussuros
dos teus lábios quase mudos
quase cegos
que beijo.
É em toda a parte.
É parte da parte
do céu.
É a parte que és meu
que sou o que o sonho
te deu.
És tu
e eu.
...o meu luar cresce e danço à chuva como quem namora com o Sol...
Amo-te nas diferenças que nos justificam assim, sempre de mãos dadas para que tudo seja completo.
Amo-te ainda, no tempo em que o para sempre é já. Hoje, ontem, somos o lugar onde as horas não passam.
(1 ano e uma semana depois...és tu. Sempre foste e eu não sabia.)
*Mó
A cada batida conjunta.
A cada ferida defunta.
Em cada abraço.
É beijo a beijo.
Dentro dos sussuros
dos teus lábios quase mudos
quase cegos
que beijo.
É em toda a parte.
É parte da parte
do céu.
É a parte que és meu
que sou o que o sonho
te deu.
És tu
e eu.
...o meu luar cresce e danço à chuva como quem namora com o Sol...
Amo-te nas diferenças que nos justificam assim, sempre de mãos dadas para que tudo seja completo.
Amo-te ainda, no tempo em que o para sempre é já. Hoje, ontem, somos o lugar onde as horas não passam.
(1 ano e uma semana depois...és tu. Sempre foste e eu não sabia.)
*Mó
quinta-feira, abril 19, 2007
deves estar com soninho, e eu devo estar a dormir, talvez.
deitada, pelo menos estarei, e o cheiro na almofada ainda nao saiu.
o cheiro dentro de mim não sai nunca mais.
sonho contigo acordada, adormecida, como bela da historia que foi picada no dedo.faço de conta que durmo e nunca adormeço completamente, para que quando tu, meu princepe quiseres entrar pela janela eu ouça cada passo que dês, para que quando chegares perto dos meus labios para me salvares com um beijo eu sorria de mansinho, e te guarde para sempre comigo.
quero partilhar historias contigo, dançar contigo até que os nossos pés se confundam e sejam um só. quero que me olhes até amanhecer, e me vejas a sonhar contigo.
quero ver-te a adormecer a apertar-te os dedos entre os meus dedos para saber que és real.
quero-te.
a ti.
para sempre.
*Mó
deitada, pelo menos estarei, e o cheiro na almofada ainda nao saiu.
o cheiro dentro de mim não sai nunca mais.
sonho contigo acordada, adormecida, como bela da historia que foi picada no dedo.faço de conta que durmo e nunca adormeço completamente, para que quando tu, meu princepe quiseres entrar pela janela eu ouça cada passo que dês, para que quando chegares perto dos meus labios para me salvares com um beijo eu sorria de mansinho, e te guarde para sempre comigo.
quero partilhar historias contigo, dançar contigo até que os nossos pés se confundam e sejam um só. quero que me olhes até amanhecer, e me vejas a sonhar contigo.
quero ver-te a adormecer a apertar-te os dedos entre os meus dedos para saber que és real.
quero-te.
a ti.
para sempre.
*Mó
sábado, fevereiro 24, 2007
Via as coisas
independentes do que são
com independência mútua
entre o que têm e o que dão
como se fosse parte de tudo
a parte de que tudo fiz
como se pudesse, em sonho mudo
ser feliz.
via o céu muribundo
e temia pela madrugada
fechava os olhos ao mundo
dormia em sono pouco profundo
vivia ensonada...
torci as coisas na costura
e despi a cor do tempo
cruzei a conjectura
do meu argumento
do talento do meu suplemento
de ruptura.
agora vejo torto de ti
e olho para o que nunca vi
agora não escrevo cheia de engano
não choro atrás do pano
é na cena primeira
do acto magistral
que te digo que te amo
sem projecto final.
independentes do que são
com independência mútua
entre o que têm e o que dão
como se fosse parte de tudo
a parte de que tudo fiz
como se pudesse, em sonho mudo
ser feliz.
via o céu muribundo
e temia pela madrugada
fechava os olhos ao mundo
dormia em sono pouco profundo
vivia ensonada...
torci as coisas na costura
e despi a cor do tempo
cruzei a conjectura
do meu argumento
do talento do meu suplemento
de ruptura.
agora vejo torto de ti
e olho para o que nunca vi
agora não escrevo cheia de engano
não choro atrás do pano
é na cena primeira
do acto magistral
que te digo que te amo
sem projecto final.
*Mó
24.02.07
(e amo mesmo...muito...)

foto: Mónica Filipa Guerra
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
sexta-feira, dezembro 29, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
sábado, outubro 28, 2006
Oh my life is changing everyday
Every possible way
Though my dreams, it’s never quite as it seems
Never quite as it seems
I know I felt like this before
But now I’m feeling it even more
Because it came from you
Then I open up and see
The person fumbling here is me
A different way to be
I want more, impossible to ignore
Impossible to ignore
They’ll come true, impossible not to do
Impossible not to do
Now I tell you openly
You have my heart so don’t hurt me
For what I couldn’t find
Talk to me amazing mind
So understanding and so kind
You’re everything to me
Oh my life is changing everyday
Every possible way
Though my dreams, it’s never quite as it seems
’cause you’re a dream to me
Dream to me
(Dreams - cranberries)
Every possible way
Though my dreams, it’s never quite as it seems
Never quite as it seems
I know I felt like this before
But now I’m feeling it even more
Because it came from you
Then I open up and see
The person fumbling here is me
A different way to be
I want more, impossible to ignore
Impossible to ignore
They’ll come true, impossible not to do
Impossible not to do
Now I tell you openly
You have my heart so don’t hurt me
For what I couldn’t find
Talk to me amazing mind
So understanding and so kind
You’re everything to me
Oh my life is changing everyday
Every possible way
Though my dreams, it’s never quite as it seems
’cause you’re a dream to me
Dream to me
(Dreams - cranberries)
terça-feira, outubro 24, 2006

Mostraste que foste
quem iluminou
o meu lugar
e pisaste
o meu chão furado,
encontraste
um outro lado
de procurar.
Foste o céu
quando fui voar
e voaste num mundo meu
onde voar aconteceu
e onde o meu corpo adormeceu
para acordar.
Escolheste
escolher.
Escolhi
ficar.
Amaste o meu amor.
Amei o teu amar.
(fazes-me feliz*)
Mó*
24.10.06
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